SACRAMENTOS
INTRODUÇÃO
Os sacramentos são sinais eficazes de graça, instituídos por Cristo e confiados à Igreja, por meio dos quais nos é dispensada a vida divina. Os ritos visíveis sob os quais os sacramentos são celebrados significam e realizam as graças próprias de cada sacramento. Produzem fruto naquele que os recebem com as disposições exigidas.
A Igreja celebra os sacramentos como comunidade sacerdotal estruturada pelo sacerdócio batismal e pelos ministros ordenados.
O Espírito Santo prepara para a recepção dos sacramentos por meio da Palavra de Deus e da fé que acolha a Palavra nos corações bem dispostos. Então, os sacramentos fortalecem e exprimem a fé.
O fruto da vida sacramental é ao mesmo tempo pessoal e eclesial. "Por um lado, este fruto é para cada fiel uma vida para Deus Cristo Jesus, por outro lado, é para a Igreja crescimento na caridade e em sua missão de testemunho".
Sacramentos são gestos de Deus em nossa vida. Realizam aquilo que expressam simbolicamente. Os sacramentos são, por conseguinte:
- Sinais Sagrados: Porque exprimem uma realidade sagrada, espiritual;
- Sinais Eficazes: Porque, além de simbolizarem um certo efeito, produzem-no realmente;
- Sinais da Graça: Porque transmitem dons diversos da graça divina;
- Sinais de Fé: Não somente porque supõem a fé em quem os receba, mas porque nutrem, robustecem e exprimem a sua fé;
- Sinais da Igreja: Porque foram confiados à Igreja, são celebrados na Igreja e em nome da Igreja, exprimem a vida da Igreja, edificam-na, tornam-se uma profissão de fé na Igreja.
| Sacramento | Situação da Vida | Tipo | O que acontece |
| Batismo | Nascemos para a fé | Iniciação Cristã | Começamos a fazer parte da grande família que é a Igreja |
| Confirmação | Crescemos como Cristãos | Iniciação Cristã | Assumimos com mais maturidade o compromisso da Igreja |
| Eucaristia | Precisamos de alimento para a fé e a vida em comunidade | Iniciação Cristã | Recebemos o corpo de Cristo unidos a todos os irmãos |
| Penitência | Erramos e nos arrependemos | Cura | Recebemos o perdão de Deus na comunidade |
| Unção dos Enfermos | Somos atingidos pela doença | Cura | A graça de Deus e o caminho da Igreja ajudam o doente que sofre |
| Ordem | Alguém sente vocação de serviço total a Deus e ao irmão | Serviço | O Cristão se torna sacerdote a serviço da comunidade |
| Matrimônio | Homem e mulher se amam e querem se casar | Serviço | Os dois se comprometem a viver seu amor como cristãos de verdade |
Os Sacramentos da Iniciação Cristã
Pelos sacramentos da iniciação cristã - Batismo, Confirmação e Eucaristia - são lançados os fundamentos de toda vida cristã. A participação na natureza divina, que os homens recebem como dom mediante a graça de Cristo, apresenta certa analogia com a origem, o desenvolvimento e a sustentação da vida natural. O fiéis, de fato, renascidos no Batismo, são fortalecidos pelo sacramento da Confirmação e, depois, nutridos com o alimento da vida eterna na Eucaristia. Assim, por efeito destes sacramentos da iniciação cristã, estão em condições de saborear cada vez mais os tesouros da vida divina e de progredir até alcançar a perfeição da caridade.
Os Sacramentos da Cura
Pelos sacramentos da iniciação cristã, o homem recebe a vida nova de Cristo. Ora, esta vida nós a trazemos "em vasos de argila" (2Cor 4, 7). Agora, ela ainda se encontra "escondida com Cristo em Deus" (Cl 3, 3). Estamos ainda em "nossa morada terrestre" (cf. 2Cor 5, 1), sujeitos ao sofrimento, à doença e à morte. Esta nova vida de filhos de Deus pode se tornar debilitada e até perdida pelo pecado.
O Senhor Jesus Cristo, médico de nossas almas e de nossos corpos, que remiu os pecados do paralítico e restitui-lhe a saúde do corpo (cf. Mc 2, 1-12), quis que sua Igreja continuasse, na força do Espírito Santo, sua obra de cura e de salvação, também junto de seus próprios membros. É esta a finalidade dos dois sacramentos de cura: o Sacramento da Penitência e o Sacramento da Unção dos Enfermos.
O Batismo, a Confirmação e a Eucaristia são os sacramentos da iniciação cristã. São a base da vocação comum de todos os discípulos de Cristo, vocação à santidade e à missão de evangelizar o mundo. Conferem as graças necessárias à vida segundo o Espírito nesta vida de peregrinos a caminho da Pátria.
Dois outros, o Sacramento da Ordem e o Sacramento do Matrimônio, estão ordenados à salvação de outrem. Se contribuem também para a salvação pessoal, isso acontece por meio do serviço aos outros. Conferem uma missão particular na Igreja e servem para a edificação do Povo de Deus.
Nesses sacramentos, os que já foram consagrados pelo Batismo e pala Confirmação para o sacerdócio comum de todos os fiéis podem receber consagrações específicas. Os que recebem o sacramento da Ordem são consagrados para ser, em nome de Cristo, pela palavra e pela graça de Deus, os pastores da Igreja. Por sua vez, os esposos cristãos, para cumprir dignamente os deveres de seu estado, são fortalecidos e como que consagrados por um sacramento especial.
Bíblia nasceu no meio de um povo do Oriente Médio que morava perto do Mar Mediterrâneo. No tempo de Abraão se chamava Terra de Canaã por causa dos canancus que já moravam naquela terra. No tempo da formação do povo se chamou terra de Israel. Bem mais tarde toda essa região recebeu o nome de Palestina.
A Bíblia começou a ser escrita durante o reinado de Salomão, por volta do ano 950 a.C. O Antigo Testamento (AT) ficou pronto por volta do ano 50 a.C. O Novo Testamento ficou pronto no final do 1º século. Portanto, a Tradição Escrita durou aproximadamente outros 900 anos.
Nenhum Livro da Bíblia foi escrito com os capítulos numerados. Quem teve a ideia de dividir a Bíblia em capítulos foi Estevan Langton arcebispo de Cantuária, professor na Universidade de Paris, em 1214 d.C. Em 1551 Robert Etiene. redator e editor em Paris, fez a experiência dividindo o NT da língua grega em versículos.
É o nascimento. Como a criança que nasce depende dos pais para viver, também nós dependemos da vida que Deus nos oferece. No Batismo, a Igreja reunida celebra essa experiência de sermos dependentes, filhos de Deus. Pelo Batismo, participamos da vida de Cristo. Jesus Cristo é o grande sinal de que Deus cuida de nós.
O santo Batismo é o fundamento de toda a vida cristã, a porta da vida no Espírito e a porta que abre o acesso aos demais sacramentos. Pelo Batismo somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamo-nos membros de Cristo, somos incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão: "Baptismus est sacramentum regenerationis per aquam in verbo - O Batismo é o sacramento da regeneração pela água na Palavra".
Quando recebemos o Sacramento do Batismo, transformamo-nos de criaturas para Filhos Amados de Deus. Muitos pensam que os sacramentos em geral são obras eclesiásticas, ou seja, os sacramentos são "invenções" da Igreja. Isso não é verdade, os sacramentos são sem sombra de dúvidas criadas por Jesus Cristo, o próprio Deus Encarnado.<
O profeta João Batista, primo de Jesus, que veio ao mundo para preparar os caminhos para a vinda do Messias, foi quem batizava as pessoas para a vinda de Cristo (Mc 1, 2s). Ele sabia que o seu Batismo era temporário, pois logo depois dele viria o seu primo Jesus que batizaria no Espírito Santo, ou seja, o profeta batizava com água e Jesus batizava com o Espírito Santo. A Bíblia sugere o batismo de todos, o que inclui as crianças.
Atos 2, 38-39: "Disse-lhes Pedro: 'Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo. A promessa diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos que estão longe - a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar'." E também outras passagens. (ver Atos 16, 15; Atos 16, 33; Atos 18, 8; 1Coríntios 1, 16).
QUANDO O BATISMO É VÁLIDO?
O batismo é ordinariamente válido quando o ministro (bispo, presbítero, diácono) - ou, em caso de necessidade qualquer pessoa (batizada) - derrama água sobre batizando, enquanto diz: "N..., eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". Isso supõe a fé em Jesus Cristo, pois sem a fé o batismo não passa de uma encenação.
Mas não só o batismo na Igreja Católica é válido. O batismo de crianças ou de adultos realizados em algumas outras também o é. Batizam validamente: as Igrejas Orientais; a Igreja Vetero-Católica; a Igreja Episcopal (Anglicana) do Brasil; a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB); a Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB); e a Igreja Metodista.
O batismo em outras Igrejas é válido se realizado com águas e na mesma fé, utilizando a fórmula trinitária. Por razões teológicas, ou pelo sentido que dão ao sacramento, a Igreja Católica tem reservas quanto à validade do batismo realizado em algumas Igrejas e considera inválido o batismo de certas expressões religiosas.
Jesus disse aos discípulos: "Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês" (Mt 28, 19-20). O Cristo Ressuscitado envia sua Igreja ao mundo, pois a salvação é oferecida a todos.
Para ser salvo, é preciso Ter fé em Jesus e segui-lo, mas ninguém segue Jesus sozinho. Pelo batismo passamos a fazer parte da comunidade dos seguidores de Jesus, participantes da vida de Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo.
O batismo é um Dom de Deus para nós. Dom que nos torna filhos amados, e não apenas simples criaturas. Ele nos mostra que fomos feitos para a comunhão com aquele que é o Senhor de tudo e com o nossos irmãos, incluindo aquelas que acreditam em Jesus Cristo, mas não são católicos como nós.
O Batismo é o sacramento da comunhão de todos no Cristo. É isso que nos diz São Paulo: "Pois todos vocês, que foram batizados em Cristo, se revestiram de Cristo. Não há mais diferenças entre judeu e grego, entre escravo e homem livre, entre homem e mulher, pois todos vocês são um só em Jesus Cristo" (Gl 3, 27-28).
PARA QUE EXISTE O BATISMO?
Adão e Eva pecaram gravemente, desobedecendo a Deus, querendo ser iguais a Deus. Foram, por isso, expulsos do Paraíso. Passaram a sofrer e a morrer. Deus castigou-os e transmitiu a todos os filhos de Adão, ou seja, a todos os homens, o pecado original. Mas Deus prometeu a Adão e Eva que enviaria seu próprio Filho, segunda Pessoa da Santíssima Trindade, que seria igualmente homem, para morrer na Cruz e pagar assim o pecado de Adão e Eva e todos os outros pecados.
Mas não basta que Jesus tenha morrido na Cruz. É preciso ainda que essa morte de Jesus seja aplicada sobre as almas para que elas reencontrem a amizade de Deus, ou seja, se tornem filhos de Deus e tenham apagado o pecado original. Foi então para aplicar seu Sangue derramado na Cruz sobre nossas almas que Jesus instituiu o Sacramento do Batismo.
QUANDO FOI QUE JESUS INSTITUIU O BATISMO?
Jesus instituiu o Batismo logo no início da sua pregação, quando entrou no rio Jordão para ser batizado por São João Batista. O Batismo de João não era um Sacramento. Só quando Jesus santifica as águas do Jordão com sua presença e que a voz do Pai se faz ouvir: "Este é meu Filho bem amado, em quem pus minhas complacências", e que o Espírito Santo aparece sob a forma de uma pomba (foi então uma visão da Santíssima Trindade), é que fica instituído o Batismo.
Essa instituição será confirmada por Jesus quando Ele diz a seus Apóstolos: "Ide e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo." Leia na Bíblia, no Evangelho de São Mateus, o Capítulo 3, Versículo 13.
MATÉRIA E FORMA
Jesus instituiu, então, o Batismo e determinou que seria usada a água como matéria desse Sacramento. Foi também Jesus quem determinou a forma: "Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém." O rito da Batismo consiste assim em derramar água na cabeça da pessoa que vai ser batizada, ao mesmo tempo em que se diz a forma. Mas só isso não basta. É preciso ainda que o ministro tenha a intenção de fazer o que faz a Igreja Católica no Sacramento do Batismo.
A Santa Igreja acrescentou também diversas orações preparatórias que completam a cerimônia. Quem já assistiu a um Batismo sabe que o Padre usa o sal bento, o óleo dos catecúmenos, o Santo Crisma, entrega a vela acesa aos padrinhos, veste a roupa branca no batizado e, principalmente, reza as orações contra o demônio, para que o pai da mentira nem se aproxime do batizado. Esse é o batismo Católico, o único instituído por Jesus, o único capaz de nos tornar filhos de Deus.
O MINISTRO DO BATISMO
Normalmente, o ministro do Batismo é um Padre. É ele quem recebeu de Deus o poder de trazer a Fé ao coração da pessoa batizada, tornando-a filha de Deus. Mas pode acontecer que seja preciso batizar às pressas alguém. Se não houver um Padre por perto, qualquer pessoa pode batizar, desde que queira fazer o que a Igreja Católica faz no Batismo, que use água e diga as palavras da forma do Batismo.
Além da pessoa que está sendo batizada, do ministro que batiza, há também, na cerimônia do Batismo, os padrinhos, que seguram a criança. Normalmente escolhe-se para padrinhos um homem e uma mulher. Eles devem ser bons católicos, pois a função dos padrinhos é dar o exemplo, ajudar aos afilhados a aprender o Catecismo, a rezar, a conhecer e amar a Deus. São os padrinhos que respondem no nosso lugar as perguntas que o ministro faz durante a cerimônia.
OS EFEITOS DO BATISMO
O Batismo nos dá, pela primeira vez, a graça santificante, que é a amizade e a presença de Deus no nosso coração. Junto com a graça recebemos o dom da Fé, da Esperança e da Caridade, assim como todas as demais virtudes, que devemos procurar proteger no nosso coração. Apaga o pecado original. Apaga os pecados atuais e todas as penas ligadas aos pecados. Imprime na nossa alma o caráter de cristão, fazendo de nós, filhos de Deus, membros da Santa Igreja Católica e herdeiros do Paraíso. Nos torna capazes de receber os outros Sacramentos.
Por isso tudo, vemos que o Batismo é absolutamente necessário para a salvação. Só entra no Céu quem for batizado. Mas para as crianças que morrem ser terem sido batizadas e não têm culpa, a Igreja as confia à misericórdia de Deus e na sua promessa de que queria que todos se salvassem (1Tim 2, 4) principalmente quando chama para si as crianças, que são praticamente os únicos seres puros de coração (Mc 10, 14). Isso é chamado Limbo. (ver CIC 1261).
CONFIRMAÇÃO
A Crisma é a força de Deus. Nós só conseguimos viver porque Deus nos dá essa força. Essa força de Deus é o Espírito Santo agindo em nós. Na Igreja, a experiência de nossa vida é celebrada no sacramento da Crisma. A Crisma é o sacramento do cristão que está amadurecendo na fé.
Juntamente com o Batismo e a Eucaristia, o sacramento da Confirmação constitui o conjunto dos "sacramentos da iniciação cristã" cuja unidade deve ser salvaguardada. Por isso, é preciso explicar aos fiéis que a recepção deste sacramento é necessária à consumação da graça batismal. Com efeito, pelo sacramento da Confirmação "os fiéis" são vinculados mais perfeitamente à Igreja, enriquecidos de força especial do Espírito Santo, e assim mais estritamente obrigados à fé que, como verdadeiras testemunhas de Cristo, devem difundir e defender tanto por palavras como por obras.
Durante a primeira vinda de Cristo sobre a Terra, Ele prometeu aos seus apóstolos o Paráclito (advogado, defensor). Jesus também promete o Espírito Santo para nós, e nos é concedido através do Sacramento da Confirmação. A Crisma também é chamado Sacramento da Confirmação, pois através dele confirmamos o nosso Batismo que recebemos na maioria das vezes quando criança.
Confirmar o Batismo é muito importante, pois quando criança não temos a consciência do Sacramento, mais sim os nossos parentes mais próximos que resolveram levá-lo até a pia batismal. Já na Crisma, não são os seus parentes que escolhem se queres ou não receber o Crisma, mas sim você mesmo.
No sacramento da Crisma recebemos os dons do Espírito Santo: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Piedade, Ciência e Temor de Deus. Eles são dons que nos aproximam de nossa vocação: a Santidade.
Quando recebemos o Espírito Santo e nos abrimos inteiramente à graça sacramental não agimos em nós, mas sim o próprio Deus nos usa de instrumento e agi em nós. Por isso podemos considerar o crismando uma pessoa com grandes responsabilidades. Veja: No Batismo recebemos o Espírito Santo e nos transformamos de criaturas de Deus para Filhos de Deus. Já na Crisma dizemos com consciência: Quero ser Filho de Deus e assumir a minha missão de evangelizar.
O mesmo Deus que os apóstolos receberam no dia de Pentecostes é o mesmo que recebemos no Sacramento da Crisma, por isso a mesma autoridade que eles tinham ao anunciar a Palavra de Deus é a mesma que possuímos. O dia em que nos crismamos é sem dúvida o dia de nosso Pentecostes. Onde o Espírito Santo nos é enviado para transformar e santificar.
As transformações do Espírito Santo são nitidamente vistas na Bíblia. Observe: Vamos dar o exemplo do apóstolo Pedro. Antes do dia de Pentecostes era um pescador de pouca instrução, medroso, incrédulo e infiel. Quando se passou o dia de Pentecostes, melhor dizendo, logo ao sair do cenáculo onde o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos e Maria, ele realizou um discurso que prova o poder do Espírito Santo (At 2, 14-41). Podemos até duvidar se realmente era o mesmo Pedro pescador e incrédulo.
Foi a partir daí que a Igreja se firmou, ou seja, foi através do Papa São Pedro que a Igreja de Jesus Cristo surgiu. Vejamos: se somos também Igreja, é através do Sacramento da Crisma que firmamos em nós o "tijolo" eclesial que somos.
EUCARISTIA
É o alimento. Ninguém vive sem se alimentar. Para viver, dependemos não só da comida, mas também do pão da fraternidade, do carinho, da justiça. Nessa experiência de repartir o pão de cada dia, seja o pão de trigo, seja o pão da dor ou da alegria, Deus está presente. Celebrar a Eucaristia é também uma denúncia contra a falta de fraternidade que existe no mundo; porque na Eucaristia comemos do mesmo pão, quando na vida falta pão para tanta gente. Acreditamos e celebramos tudo isso na comunhão. A Eucaristia é Deus mesmo se repartindo como pão, na doação de Jesus.
A santa Eucaristia conclui a iniciação cristã. Os que foram elevados à dignidade do sacerdócio régio pelo Batismo e configurados mais profundamente a Cristo pela Confirmação, estes, por meio da Eucaristia, participam com toda a comunidade do próprio sacrifício do Senhor.
Na última ceia, na noite em que foi entregue, nosso Salvador institui o Sacrifício Eucarístico de seu Corpo e Sangue. Por ele, perpetua pelos séculos, até que volte, o sacrifício da cruz, confiando destarte à Igreja, sua dileta esposa, o memorial de sua morte e ressurreição: sacramento da piedade, sinal da unidade, vínculo da caridade, banquete pascal em que Cristo é recebido como alimento, o espírito é cumulado de graça e nos é dado o penhor da glória futura.
Muitos pensam que os Sacramentos são obras eclesiásticas, ou seja, criadas pela Igreja, mas isso não é verdade, todos os Sacramentos são sinais da graça de Deus que são expressos sem sombra de dúvidas na Palavra de Deus. Por exemplo: a presença de Jesus no Pão e no Vinho, é bem explicada nas Escrituras que relatam a última refeição de Cristo com os Apóstolos: A Santa Ceia.
Veja abaixo algumas palavras que Jesus disse aos seus apóstolos:
"Durante a refeição, Jesus tomou o pão e, depois de o benzer, partiu-o e deu-lhe, dizendo: 'Tomai, isto é o meu corpo'. Em seguida, tomou o cálice em suas mãos, deu graças e o apresentou, e todos deles beberam. E disse-lhes: 'Isto é o meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança que será derramado por vós e por todos. Em verdade eu vos digo: já não bebereis do fruto da videira, até aquele dia em que o beberei de novo no Reino de Deus'" (Mc 14, 22-25)
Através das palavras de Cristo, podemos perceber a firmeza de suas palavras. Ele não disse que o Pão simbolizava a sua carne, mas é verdadeiramente a sua carne. Não disse também que o vinho representava o seu sangue, mas é verdadeiramente o seu sangue.
Jesus disse também: "Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede" (Jo 6, 35). Quem recebe o Cristo, com a convicção que realmente Jesus está presente na Hóstia Consagrada, tem a benção de estar sempre saciado de graças vindas Dele.
Quando comungamos, nos transformamos em verdadeiros Sacrários, por isso é importante deixar bem limpo o lugar em que Jesus vai habitar. É através da Confissão que limpamos o nosso ser, recebendo a absolvição de nossos pecados.
Podemos então concluir que a Eucaristia, que significa "Ação de Graças" é o alimento da alma. Através dele passamos a caminhar com mais força rumo à Salvação. O importante é comungar com a convicção que Jesus é o Sacramento da Eucaristia, que é um grande presente Dele à nós.
PENITÊNCIA
É a volta. Quase todo dia a gente cai e se levanta. Pequenas quedas e grandes tombos. Ninguém quer ficar no chão. A gente pisa em falso porque não enxerga bem os passos e o caminho de Jesus. Erramos de caminho. Atrapalhamos a caminhada uns dos outros. Deus sempre dá a mão para a gente se deixar reconduzir. No sacramento da Penitência celebramos a coragem de pegar de novo na mão de Deus e voltar a andar no caminho dele, que é o caminho da irmandade.
Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e ao mesmo tempo, são reconciliados com a Igreja que feriram pecando, e a qual colabora para sua conversão com caridade, exemplo e orações. A confissão consiste em um sacramento instituído por Jesus Cristo no qual o sacerdote perdoa os pecados cometidos depois do batismo. Sobre o sacramento da Confissão, devemos analisar o seguinte:
OS HOMENS PECAM
Diz a Sagrada Escritura: "O justo cai sete vezes por dia" (Prov 24, 16). E se o próprio justo cai sete vezes, que será do pobre que não é justo?
"Não há homem que não peque" (Ecl 7, 21).
"Aquele que diz que não tem pecado faz Deus mentiroso" (1 Jo 1, 10).
O "Livre Arbítrio" humano permite ao homem realizar atos contrários ao seu criador.
É NECESSÁRIO OBTER O PERDÃO DESSES PECADOS
Nesta porta do Senhor, só o justo pode entrar" (Sl 117, 20).
Não sabeis que os pecadores não possuirão o reino de Deus?" (1 Cor 6, 9).
Portanto, para entrar no Reino de Deus, é necessário obter o perdão dos pecados.
NOSSO SENHOR INSTITUIU UM SACRAMENTO
Qual é o meio que existe para alcançar o perdão dos pecados? Nos diz São João: "Se confessarmos os nossos pecados, diz o Apóstolos, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e purificar-nos de toda injustiça" (1 Jo 1, 8).
Todavia, "aquele que esconde os seus crimes não será purificado; aquele, ao contrário, que se confessar e deixar seus crimes, alcançará a misericórdia" (Prov. 38, 13). "Não vos demoreis no erro dos ímpios, mas confessai-vos antes de morrer" (Ecl 17, 26).
A confissão não é nova, já existia no Antigo Testamento, mas foi elevada à dignidade de Sacramento por Nosso Senhor, que conhecia a fraqueza humana e desejava salvar seus filhos.
No dia da ressurreição, como para significar que a confissão é uma espécie de ressurreição espiritual do pecador, "apareceu no meio dos apóstolos... e, mostrando-lhes as mãos e seu lado... lhes disse: A paz esteja convosco. Assim como meu Pai me enviou, eu vos envio a vós. ...soprando sobre eles: recebei o Espírito Santo... Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 21, 21-23). O mesmo texto encontra-se em S. Mateus (Mt 28, 20).
Como tudo é claro! Nosso Senhor tinha o poder de perdoar os pecados, como se desprende de S. Mateus (Mt 9, 2-7). Ele transmite esse poder aos seus Apóstolos dizendo: "assim como o Pai me enviou", isto é, com o poder de perdoar os pecados, "assim eu vos envio a vós", ou seja, dotados do mesmo poder. E para dissipar qualquer dúvida, continua: "soprando sobre eles: Recebei o Espírito Santo..." como se dissesse: Recebei um poder divino... só Deus pode perdoar pecados: pois bem... "Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 21, 21-23).
A conclusão é rigorosa: Cristo podia perdoar os pecados. Ele comunicou este poder aos Apóstolos e por eles aos sucessores dos Apóstolos: pois a Igreja é uma sociedade "que deve durar até o fim do mundo" (Mt 28, 20).
O livro dos Atos dos Apóstolos refere que quem se convertia "vinha fazer a confissão das suas culpas" (At 19, 18). Aqui nós começamos a refutar uma argumentação dos protestantes: cada um se confessa diretamente com Deus.
A CONFISSÃO DEVE SER FEITA A UM PADRE
Pelo próprio livro dos Atos dos Apóstolos, quando se afirma que o convertido "vinha fazer a confissão", fica claro que era necessário um deslocamento da pessoa para realizar a confissão junto aos Apóstolos, pois o verbo "vir" é usado por quem recebe a visita do penitente. Se a confissão fosse direta com Deus, bastaria pedir perdão de seus pecados, sem precisar 'ir' até a Igreja.
Aliás, S. Tiago é explícito a esse respeito: "confessai os vossos pecados uns aos outros, diz ele, e orai uns pelos outros, a fim de que sejais salvos" (Tgo 5, 16). Isto é, confessai vossos pecados a um homem, que tenha recebido o poder de perdoá-los. De qualquer forma, a instituição do Sacramento deixa claro o poder que Nosso Senhor conferiu à sua Igreja.
Sem a vontade de se confessar com um outro homem, o pecador demonstra que seu arrependimento não é profundo, pois ele não se envergonha mais de ofender a Deus do que de expor sua honra. No fundo, ama a si mesmo mais do que a Deus e pode estar cometer um outro pecado, ainda mais grave, contra o primeiro mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas.
Mas, em não existindo um Padre, como confessar-se? E como ficam os homens no Antigo Testamento?
CONTRIÇÃO E ATRIÇÃO
A Contrição consiste em pedir o perdão de seus pecados por amor de Deus. A atrição, por sua vez, consiste em pedir o perdão dos pecados por temor do inferno.
A primeira, contrição (chamada de contrição perfeita) apaga os pecados da pessoa antes mesmo da confissão. Todavia, só é verdadeira se há a disposição de se confessar com um padre. Foi desta forma que se salvaram os justos do Antigo Testamento. A atrição só é válida através do sacramento da confissão, o qual é eficaz mesmo se há apenas "medo do inferno".
Ninguém duvida de que o sincero arrependimento dos pecados, com firme propósito de não pecar mais, e satisfação feita a Deus e aos prejudicados, eram, no Antigo Testamento, condições necessárias e suficientes para obter o perdão de Deus. O mesmo vale ainda hoje para todos os que desconhecem Nosso Senhor Jesus Cristo e seu Evangelho (desde que sigam a Lei Natural) e para os que não têm como se confessar (desde que tenham um ato de contrição perfeita). Mas quem, em seu orgulho, não acredita nas palavras de Cristo Ressuscitado, com as quais ele instituiu o sacramento da penitência, e por isso não quer se confessar, não receberá o perdão, pois não ama à Deus verdadeiramente.
Cada pecado é um ato de orgulho e desobediência contra Deus. Por isso "Cristo se humilhou e tornou-se obediente até a morte, e morte na Cruz" (Flp 2, 8) para expiar o orgulho e a desobediência dos nossos pecados, e nos merecer o perdão. Por isso ele exige de nós este ato de humildade e de obediência, na Confissão sacramental, na qual confessamos os nossos pecados diante do seu representante, legitimamente ordenado. E, conforme a sua promessa: "Quem se humilha, será exaltado, e quem se exalta, será humilhado" (Lc 18, 14).
Alguns protestantes aliciam os católicos para sua seita com a promessa de que, depois do batismo (pela imersão), estariam livres de qualquer pecado e nem poderiam mais pecar! Conseqüentemente, concluem que não haveria necessidade de confissão. Apóiam esta afirmação nas palavras bíblicas de (1 Jo 3, 6 e 9). Todavia, basta confrontar essa passagem com outra, do próprio João Apóstolos (1 Jo 1, 8-10), para perceber que a conclusão é precipitada: "Se dissermos que não temos pecado algum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, e nos perdoa os nossos pecados, e nos purifica de toda a iniqüidade. Se dissermos que não temos pecado, taxamo-Lo de mentiroso, e a sua palavra não está em nós".
Portanto, todos os homens necessitam de misericórdia divina; e os sinceros seguidores da Bíblia recebem-na, agradecidos, no sacramento da Confissão.
O QUE É NECESSÁRIO PARA SER EFICAZ UMA CONFISSÃO?
- Exame de consciência;
- Ter arrependimento (atrição ou contrição);
- Propósito de não recair no pecado e de evitar as circunstâncias que o favoreçam;
- Confessar-se sem omitir nada;
- Cumprir a penitência estabelecida pelo confessor.
O SACRAMENTO DA UNÇÃO DOS ENFERMOS
É a cura. A doença nos mostra que somos limitados. A doença é também sinal de nossa falta de fraternidade, de nosso pecado. Deus cura a doença e a raiz da doença. Deus está presente em nosso esforço de arrancar o mal pela raiz. É o que celebramos na Unção dos Enfermos.
Pela sagrada Unção dos Enfermos e pela oração dos presbíteros, a Igreja toda entrega os doentes aos cuidados do Senhor sofredor e glorificado, para que os alivie e salve. Exorta os mesmos a que livremente se associem à paixão e à morte de Cristo e contribuam para o bem do povo de Deus.
Não podemos rotular o Sacramento da Unção dos Enfermos como sinal de morte próxima, mas sim um Sacramento que podemos receber mais de uma vez quando passamos por doenças graves que necessitam de cuidados. Costuma-se na celebração o padre dar ao doente o Sacramento da Confissão, com o propósito do doente também arrepender-se de seus pecados.
Antigamente, o Sacramento da Unção dos Enfermos era chamado Sacramento da extrema-unção dos Enfermos, foi trocado o nome pois muitos vinham a caracterizá-lo como o "sacramento da morte", não sendo bem assim. Inúmeros são aqueles que já receberam o Sacramento da Unção dos Enfermos mais de duas vezes e estão vivos até hoje.
Um importante requisito para a realização do Sacramento é a vontade do doente querer recebê-lo, ou seja, não adianta a família querer impor algo que o próprio doente não deseja (isso não vale só para esse Sacramento, mas sim para todos os outros). A família pode aconselhá-lo, chamar o padre à casa do doente, mas não impor o Sacramento sem a vontade e a consciência do doente. Se o doente querer e tiver a consciência da importância do Sacramento, aí sim, o Sacramento terá muitos frutos e graças.
A Unção dos Enfermos é a cura. A doença nos mostra que somos limitados. A doença é também sinal de nossa falta de fraternidade, de nosso pecado. Deus cura a doença e a raiz da doença. Deus está presente em nosso esforço de arrancar o mal pela raiz. É o que celebramos na Unção dos Enfermos. A Unção dos Enfermos é o sacramento da salvação total, do corpo e do espírito ao mesmo tempo. É o sacramento da esperança, porque ajuda o doente a entregar-se confiante nas mãos de Deus.
Jesus sempre teve um grande carinho pelos doentes. Quando os judeus os desprezavam, porque consideravam a doença um castigo de DEUS, Ele acolhia com amor e os curava.
"E passando Jesus, viu um cego de nascença. Os seus discípulos perguntaram-lhe: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: nem ele nem seus pais, mas foi para se manifestarem nele as obras de DEUS." (cf. Jo 9, 1-3). Jesus quis que aqueles que o acompanhavam continuassem sua missão, por isso deu a seus discípulos o dom da cura. "Então os discípulos partiram e pregaram para que as pessoas se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam muitos doentes, ungido-os com óleo" (cf. Mc 6, 12s).
O Senhor ressuscita renova este envio e confirma, através de sinais realizados pela Igreja ao invocar seu nome: "Quando colocarem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados" (cf. Mt 16, 18).
ORDEM
É a dedicação. Todo dia precisamos de ajuda de outras pessoas para viver com a gente, orientar, mostrar o caminho. Essas pessoas nos ajudam a alimentar a fé, acreditar na esperança, esperar na fraternidade. Tem gente que se dedica a esse serviço. Vive para isso. O Padre é um exemplo. Dedicação por excelência, só a de Deus. Deus se dedica tanto que chegou a confiar seu próprio filho a nós, a aceitar que ele morresse por nós. Tem gente que consagra a vida para mostrar aos irmãos esse grande amor de Deus. No sacramento da Ordem, quando o bispo impõe as mãos sobre um rapaz dedicado ao serviço dos irmãos, enxergamos a grande dedicação de Deus a nós.
A Ordem é o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo a seus Apóstolos continua sendo exercida na Igreja até o fim dos tempos; é, portanto, o sacramento do ministério apostólico. Comporta três graus: o episcopado, o presbiterado e o diaconato. Todos nós somos chamados a uma vocação, ou seja, Deus nos chama a servir a Ele através de algo: a Vida Leiga, a Vida Religiosa, a Vida Consagrada, a Vida Sacerdotal.
A Ordem é o Sacramento onde Deus nos chama a sermos verdadeiros apóstolos. Na Bíblia podemos ver os inúmeros chamados de Jesus: "Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, que estava sentado no posto do pagamento das taxas, Disse-lhes: 'Segue-me'. O homem levantou-se e o seguiu" (Mt 9, 9). Através da leitura acima, podemos perceber que Jesus com uma só palavra consegue levar Mateus, um homem pagão e rico, ao sacerdócio (sacer = sagrado; dócio = Dom). A missão do sacerdote é ser uma "seta sinalizadora", ou seja, o sacerdote deve indicar ao povo o caminho à Cristo.
Todos os apóstolos que vemos nas Escrituras, são os mesmos diáconos, padres, vigários, bispos e papa que existe nos dias de hoje. João Paulo II é o sucessor de São Pedro (o primeiro papa), os sacerdotes são verdadeiramente apóstolos que batizam, confessam, crismam, celebram a Santa Missa em nome de JESUS.
Não devemos temer o chamado, pois Jesus não escolhe pobre ou rico, mas sim aquele que Ele deseja. Jesus chamou Pedro (apóstolo sem cultura e incrédulo), Paulo (perseguidor dos cristãos), Mateus (apóstolo pagão e rico), Judas Iscariotes (apóstolo traidor).
Nós como cristãos, devemos rezar muito pelas vocações sacerdotais, pedindo a cada dia que Jesus chame mais jovens a viver essa vida de entrega ao Senhor. Pois como sabemos: "A messe é grande, mas os operários são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da messe que envie operários para vossa messe" (Mt 9, 37s).
O SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO
É o amor. Ninguém consegue viver sem a presença e a amizade de outras pessoas. Ninguém está sozinho. No casamento, essa amizade é repartida entre o marido e a mulher: é repartida entre o casal e os filhos, e com a comunidade onde vivem. O mais difícil do amor é permanecer firme nele. Só Deus mesmo é capaz de ser, sem defeito, fiel e amoroso. Quando o casal é fiel no amor, é um grande sinal de Deus. Deus está presente no amor do casal. Quem acredita nisso pode casar na Igreja.
A aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma comunhão da vida toda, é ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, e foi elevada, entre os batizados, à dignidade de sacramento por Cristo Senhor."
Deus nos fez para a felicidade, não nascemos para viver sozinho, mas sim com uma companhia. O Pai quando criou o homem, deu à ele uma companhia: Eva. Deus também acrescentou: "Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não é mais que uma só carne" (Gn 2, 24).
Esse ato de se juntar com o sexo oposto para juntos viverem em uma só carne é o próprio Sacramento do Matrimônio. Este é um Sacramento de Serviço (junto com a Ordem), através dele nos unimos ao sexo oposto para juntos construirmos uma família. O Matrimônio é uma doação total ao outro e à Deus, somos chamados a construir uma família cristã, com pensamentos retos e morais.
Hoje, o Maligno vem se apoderando deste Sacramento como se fosse algo qualquer, ele usa do casal como forma de destruir, eliminar, desconcertar o convívio familiar. São muitos os casamentos feitos na Igreja Católica que possui objetivos contrários a conduta cristã, ou seja, muitos são os casais que vão para o altar com desejos carnais e com o seguinte pensamento: "Se não der certo, nos separamos".
Muitos falam como é difícil aceitar o Sacramento da Ordem, ou seja, pensam que ser sacerdote é uma grande dificuldade nos dias de hoje. Só que tanto a Ordem como o Matrimônio são Sacramentos de Serviço, que necessitam da doação total dos que receberam o Sacramento. A missão do sacerdote é direcionar o povo ao caminho de Deus. A missão do casal é direcionar a família ao caminho da Santidade e do Amor Fraterno. Não podemos deixar de lembrar que é através do Sacramento do Matrimônio que nasce as vocações sacerdotais, vindas da educação que os familiares deram ao vocacionado. Podemos chegar então à conclusão que o Sacramento do Matrimônio é uma vocação, devemos estar preparados para direcionar e educar filhos e Filhos de Deus no caminho da Santidade.
A grande prova da falta de preparo de muitos casais nos dias de hoje, são os inúmeros casamentos que não dão certo. O divórcio é força do maligno, foi criado para separar a união que Deus criou entre dois de seus Filhos.
Podemos então chegar a conclusão que o Sacramento do Matrimônio é uma das grandes obras divinas, que foi criado para o Amor Familiar. A Família é o grande investimento que Deus criou, é através dela que se educam cidadãos retos procurando a imitação de Cristo Jesus.
O QUE É PECADO?
Sem dúvida o pecado é algo que muito incomoda quem quer levar uma vida baseada nos princípios que nos ensina Jesus Cristo. O Apóstolo Paulo, em sua Carta aos Romanos, chegou a escrever: Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu que faço, mas sim o pecado que em mim habita� (cf. Rm. 7, 19-20). Por que, afinal, somos tão frágeis para fazer o bem, e tão inclinados ao que nos afasta de Deus?
A verdade é que trazemos dentro de nós uma natureza pecadora,com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus.(cf. Rm. 3, 23), contudo, na medida em que nos reconhecemos pecadores e buscamos a Deus para nos perdoar, por misericórdia de Deus, temos com Ele a nossa comunhão restabelecida. (Feliz aquele cuja iniqüidade foi perdoada, cujo pecado foi absolvido (cf. Sl. 31, 1).
O que na prática, é capaz de romper a nossa aliança com Deus?
É importante que conheçamos bem o sentido e a extensão do pecado. O pecado numa visão mais prática é tudo o que fazemos, pensamos ou deixamos de fazer, conscientemente, que fere a nossa amizade com Deus, ou seja, que não corresponde ao que Ele esperava de nós. Não é simplesmente uma atitude ou um pensamento ruim, mas uma atitude ou pensamento ruim como qual nós concordamos.
O fato de simplesmente, pelos mais diversos motivos, não cumprirmos em momento algum preceito previsto pela Igreja não configura o pecado grave. Mas se partimos para o outro extremo e, deliberadamente, nos dispomos a desconsiderar toda situação de pequenos pecados, os veniais, estaremos gerando o vício, que pode vir a se tornar um pecado grave.
Vejamos então, com base no Catecismo da Igreja Católica, algumas dúvidas mais comuns sobre o pecado.
O pecado é uma palavra, um ato ou um desejo contrários à lei eterna. É uma ofensa a Deus. Insurge-se contra Deus numa desobediência contrária a obediência de Cristo. O pecado é um ato contrário à razão. Fere a natureza do homem ofende a solidariedade humana.
O QUE É NECESSÁRIO PARA SER EFICAZ UMA CONFISSÃO?
1- Todo pecado é igual?
Pode-se distinguir os pecados segundo o seu objeto, como em todo ato humano, ou segundo as virtudes a que se opõem, por excesso ou por defeito, ou segundo os mandamentos que eles contrariam. Pode-se também classificá-los conforme dizem respeito a Deus, ao próximo ou a si mesmo; pode-se dividi-los em pecados espirituais e carnais, ou ainda em pecados por pensamentos, palavra, ação ou omissão.
2- Pode um pecado ser mais grave do que o outro?
Sim. Podemos dividir os pecados em mortal e venial.
O Pecado mortal destrói a caridade no coração do homem por uma infração grave da lei de Deus; desvia o homem por uma infração grave da lei de Deus; desvia o homem de Deus, que seu fim último e bem-aventurança, preferindo um bem inferior.
Para que um pecado seja mortal requerem-se três condições: que tenha como objeto matéria grave (precisada pelos dez mandamentos); que seja cometido em plena consciência e deliberadamente. O pecado mortal requer pleno conhecimento e pleno consentimento.
Comete-se o Pecado venial quando não se observa, em matéria leve, a medida prescrita pela lei moral, ou então quando se desobedece à lei moral em matéria grave, mas sem pleno conhecimento ou sem pleno consentimento.
O pecado venial deliberado e que fica sem arrependimento dispõe-nos pouco a pouco a cometer o pecado mortal. Mas o pecado venial não quebra a aliança com Deus. É humanamente reparável com a graça de Deus.
3- Existe algum tipo de pecado para o qual não há perdão?
A misericórdia de Deus não tem limites, mas quem se recusa deliberadamente a acolher a misericórdia de Deus pelo arrependimento, rejeita o perdão de seus pecados e a salvação oferecida pelo Espírito Santo. É o pecado contra o Espírito Santo (cf. Mc. 3, 29).
4- O que são os chamados pecados capitais?
São os pecados que geram outros pecados, outros vícios. São o orgulho, a avareza, a inveja, a ira, a impureza, a gula, a preguiça ou acídia.
5- Sendo o pecado de caráter pessoal, é possível que alguém participe do pecado de outra pessoa?
Sim, pois temos responsabilidade nos pecados cometidos por outros quando neles cooperamos: participando neles direta ou voluntariamente; mandando, aconselhando, louvando ou aprovando esses pecados; não os revelando ou não os impedindo, quando a isso somos obrigados; protegendo os que fazem mal. Assim o pecado torna os homens cúmplices uns aos outros, faz reinar entre eles a concupiscência, a violência e a injustiça.
Os pecados provocam situações sociais e instituições contrárias a bondade divina. As �estruturas de pecado� são a expressão e o efeito dos pecados pessoais. Induzem suas vitimas a cometerem, por sua vez, o mal. Em sentido analógico constituem um �pecado social�.
6- Como proceder diante do meu pecado?
Depois que se toma conhecimento do pecado cometido, para voltar a comunhão com Deus são necessários três atos: o arrependimento, a confissão dos pecados a um sacerdote e o propósito de cumprir a penitência e as obras de reparação.
Os pecados que devem necessariamente ser confessado são os mortais, que ferem os mandamentos. Os veniais, mesmo sem ser necessária em si, sua confissão é recomendada.
7- Que tipo de pecado pode impedir a comunhão?
Se alguém tem consciência de ter pecado mortalmente, não deve comungar a Eucaristia sem ter recebido previamente a absolvição no sacramento da penitência. Contudo, a Santa Comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo aumenta a união do comungante com o Senhor, perdoa-lhe o pecado venial e o preserva dos pecados graves.
COMO REALIZAR BOA CONFISSÃO
PORQUE CONFESSAR?
Um efeito inegável: ...a necessidade do perdão dos meus pecados. Todos temos muitas coisas boas.... mas ao mesmo tempo, a presença do mal em nossa vida é uma realidade: somos limitados, temos uma certa inclinação ao mal e defeitos; e como conseqüência disto nos equivocamos, cometemos erros e pecados. Isto é evidente e Deus sabe disto. De nossa parte, seria muita imprudência se negássemos está realidade. São João disse que: Se dissermos: Não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos nossos pecados, ele, que é fiel e justo, perdoará nossos pecados e nos purificará de toda injustiça. Se dissermos: Não pecamos, fazemos dele um mentiroso, e a sua palavra não está em nós. (cf. IJo. 1, 8-10).
Uma das questões mais importantes de nossa vida é como conseguir desfazer do mal que temos em nós? Das coisas más que temos feito ou das que temos feito mal! Esta é uma das principais tarefas que temos entre os nossos dedos: purificar nossa vida do que não é bom, tirar o que está estragado, limpar o que está sujo, etc.: livrarmos de tudo o que não queremos de nosso passado. Mas, como fazê-lo?
Não se pode voltar ao passado, para vivê-lo de maneira diferente... Somente Deus pode renovar nossa vida com seu perdão. E Ele quer fazê-lo... até ao ponto que o perdão dos pecados ocupa um lugar muito importante em nossas relações com Deus.
Como Ele respeita a nossa liberdade, o único requisito que exige é que nós queremos ser perdoados: quer dizer, tomarmos consciência dos pecados cometidos, nos arrependermos e não mais voltarmos a cometê-los.
Em sua misericórdia infinita, Ele nos dá um instrumento que não falha em reparar todo o mal que tenhamos feito. Trata-se do Sacramento da Penitência; o sacramento da cura interior, da alegria, porque nele se revive a parábola do filho pródigo, e termina numa grande festa nos corações de quem o recebem.
Assim nossa vida vai renovando, sempre para o melhor, já que Deus é um Pai Bondoso, sempre disposto a perdoarmos, sem guardar rancores. Premia o bom e valioso que temos em nós; o mal e ofensivo, Ele nos perdoa. Receber o perdão de Deus, é um dos grandes motivo de otimismo e de alegria, porque em nossa vida tudo tem limites, inclusive as piores coisas podem terminar bem, como a do filho pródigo, porque Deus tem a última palavra: e essa palavra é de amor misericordioso.
A confissão não é algo meramente humano: é um mistério sobrenatural que consiste num encontro pessoal com a misericórdia de Deus na pessoa de um Sacerdote. Deixando de lado outros aspectos, queremos mostrar que confessar não é um absurdo, mas que humanamente falando a confissão trás muitos benefícios.
ALGUMAS RAZÕES PARA QUE POSSAMOS CONFESSAR
Em primeiro lugar porque Jesus deu aos Apóstolos o poder de perdoar os pecados. Isto é um dado e é a razão definitiva, a mais importante. Em efeito, Jesus recém ressuscitado diz: Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais retiverdes ser-lhes-ão retidos (Cf. Jo. 20, 22-23). Os únicos que receberam este poder são os Apóstolos e seus sucessores. Os deu este poder precisamente para que nos perdoem os pecados. Portanto, quando queremos receber o perdão de Deus, sabemos a quem recorrer: aos Sacerdotes que receberam este poder de Deus pelo Sacramento da Ordem. É interessante notar que Jesus vinculou a confissão com a ressurreição, de sua vitória sobre a morte e o pecado; com o Espírito Santo, que é necessário para atuar com seu poder; e, com os Apóstolos que foram os primeiros sacerdotes, o Espírito Santo atua através destes sacerdotes para realizar na vida de cada pessoa a vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte.
A Sagrada Escritura manda explicitamente:Confessai mutuamente, os pecados (cf. Tg. 5, 16). Isto é conseqüência da razão anterior: te darás conta que perdoar ou reter pressupõe conhecer os pecados e a disposição do penitente. As condições do perdão as colocam o ofendido e não o ofensor. É Deus quem perdoa e tem o poder para estabelecer os meios para outorgar esse perdão. De maneira que não sou eu quem decide como conseguir o perdão, mas Deus é que decidiu a quem tenho que recorrer e o que tenho que fazer para que me perdoe. Confessar com um sacerdote é realizá-la por obediência a Jesus Cristo.
Na confissão nos encontramos com Cristo. Isto devido a que é um dos sete Sacramentos instituídos por Ele mesmo para dar-nos a graça. O sacerdote não é mais que seu representante; de efeito, a formula da absolvição diz: Eu, te absolvo de teus pecados. Quem é esse Eu? Não é o Padre fulano de tal, mas Cristo. O sacerdote atua em nome e na pessoa de Cristo. Como sucede na Missa quando o sacerdote para consagrar o pão diz: Isto é meu Corpo, esse pão se converte no Corpo de Cristo (esse meu o disse Cristo), quando a pessoa confessa, quem está escutando a confissão, é Jesus. O sacerdote, não faz mais do que emprestar ao Senhor seus ouvidos, sua voz e seus gestos.
Porque na confissão nos reconciliamos com a Igreja. Resulta que o pecado não só ofende a Deus, mas também a comunidade da Igreja, tanto na dimensão vertical (ofensa a Deus) e a dimensão horizontal (ofensa aos irmãos). A reconciliação para ser completa deve alcançar essas duas dimensões. Precisamente o sacerdote está ali também representado a Igreja, com quem também o penitente se reconcilia por seu intermédio. O aspecto comunitário do perdão exige a presença do sacerdote, sem Ele a reconciliação não seria completa.
O perdão é algo que se recebe. Eu não sou o artifício do perdão de meus pecados: é Deus quem o perdoa. Como todo sacramento temos que recebê-lo do ministro que o administra validamente. Não podemos dizer que qualquer pessoa possa batizar somente diante de Deus, ou mesmo, que qualquer pessoa possa consagrar o pão em sua casa e de comungar a si mesmo. Quando se trata de sacramento, temos que recebê-lo de quem corresponde, quem pode administrar validamente: o sacerdote.
Necessitamos viver em estado de graça. Sabemos que o pecado mortal destrói a vida da graça. Esta graça só a recuperamos na confissão. E temos que recuperá-la o mais rápido, basicamente por três motivos:
Porque nos podemos morrer... e não creio que queiramos morrer em estado de pecado mortal... e acabar no inferno.
Porque quando estamos em estado de pecado, nenhuma obra boa que fazemos é merecedora da vida eterna. Isto se deve a que o princípio do mérito é a graça: fazer boas obras em pecado mortal é como fazer goles em off-side, não valem, carecem do valor sobrenatural. Este aspecto faz relativamente urgente em recuperar a graça; se não queremos que nossa vida esteja vazia de mérito e que o bom que fazemos seja inútil.
Porque necessitamos comungar: Jesus nos disse que quem a come tem a vida eterna e quem não a comem, não a tem. Mas, não te esqueças que para comungar dignamente, devemos estar livres do pecado mortal. A advertência de São Paulo é para lembrar: Quem come o pão ou beba o cálice indignamente, será réu do Corpo e Sangue do Senhor. (...) Quem come e bebe sem discernir o Corpo, come e bebe sua própria condenação (cf. ICor. 11, 27-28). Comungar em pecado mortal é um terrível sacrilégio, equivale a profanar a Sagrada Eucaristia, a Cristo mesma.
Necessitamos deixar o mal que temos feito. O reconhecimento de nossos erros é o primeiro passo da conversão. Só quem reconhece que praticou tal mal e pede perdão, pode transformar a sua vida.
A confissão é vital na luta para melhorar. É um feito que habitualmente uma pessoa depois de confessar se esforça para melhorar e não cometer pecados. À medida que passa o tempo, vai aflorando... se acostuma as coisas que faz mal, o que não faz, e luta menos por crescer. Uma pessoa em estado de graça, evita o pecado. A mesma pessoa em pecado mortal tende a pecar mais facilmente.
OUTROS MOTIVOS QUE SÃO CONVENIENTES PARA A CONFISSÃO
Necessitamos de paz interior. O reconhecimento de nossas culpas é o primeiro passo para recuperar a paz interior. Negar a culpa não a elimina, só a esconde, fazendo mais penosa a angustia. Só quem reconhece sua culpa está em condições de libertar-se dela.
Necessitamos aclararmos a nós mesmos. A confissão nos obriga a fazer um exame profundo de nossa consciência. Saber o que temos interiormente, o que passa, o que temos feito, como vamos... Desta maneira a confissão ajuda a conhecer-se e entrarmos em nós mesmos.
Necessitamos de uma proteção contra o auto-engano. É fácil enganar-se a si mesmo, pensando que esse mal que fizemos, na realidade não está tão mal; ou justificando-os, chegando à conclusão de que é bom, etc. Quando temos que contar o fato à outra pessoa, sem escusar, com sinceridade, onde caem todas as máscaras... nós encontramos conosco mesmo, com a realidade que somos.
Todos necessitamos de perspectiva. Uma das coisas mais difícil desta vida é conhecer-se a nós mesmo. Quando saímos de nós mesmos pela sinceridade, ganhamos a perspectiva necessária para julgarmos com equidade.
Necessitamos de objetividade. Nada melhor sermos juiz de nossa própria causa. Por isso os sacerdotes podem perdoar os pecados a todas as pessoas do mundo... menos a uma: a única pessoa a quem um sacerdote não pode perdoar os pecados é ele mesmo. Sempre terá que recorrer a outro sacerdote para confessar-se. Deus é sábio e não podia privar aos sacerdotes deste grande meio de santificação.
Necessitamos saber se estamos em condições de ser perdoado, se temos as disposições necessárias para o perdão ou não. De outra maneira correríamos um perigo enorme, pensar que estamos perdoados quando nem se quer poder estar.
Necessitamos saber se temos sido perdoados. Uma coisa é pedir perdão e outra distinta de ser perdoado. Necessitamos de uma confirmação exterior, sensível, de que Deus aceitou nosso arrependimento. Isto sucede na confissão, quando recebemos a absolvição, sabemos que o sacramento tem sido administrado, e como todo sacramento recebe a eficácia de Cristo.
Temos direito a que nos escutem. A confissão pessoal mais que uma obrigação é um direito. A Igreja dá o direito e a atenção pessoal, a quem quer confessar, um a um, abrindo o coração para que possamos contar os pecados.
Há momentos em que necessitamos que nos animem e nos fortaleçam. Todos passamos por momentos de pessimismo, desânimo... e necessitamos que nos escutem e nos anime. Fechar-se em nós mesmos só empoeiramos mais as coisas...
Necessitamos receber conselho. Mediante a confissão recebemos a direção espiritual. Para lutar por melhor nas coisas das que nós confessamos, necessitamos que nos ajudem.
Necessitamos aclarar as dúvidas, conhecer a gravidade de certos pecados, em fim... mediante a confissão recebemos a formação.
ALGUNS MOTIVOS ALEGADOS PARA NÃO CONFESSAR
Quem é o Padre para perdoar os pecados...? Só Deus pode perdoá-los.
Temos visto que o Senhor deu esse poder aos Apóstolos. Ademais, permite-me dizer que esse argumento o tenho lido antes... precisamente no Evangelho de Mt. 9, 1-8. É o que dizem os fariseus indignados quando Jesus perdoava os pecados...
Eu me confesso diretamente com Deus, sem intermediários.
Genial... Parece-me bárbaro pensar desta forma... Mas... como sabes que Deus aceitou teu arrependimento e te perdoou? Escutou alguma voz celestial que te confirmou? Mas... como sabe que esteja em condição de ser perdoado? Daria conta que não é tão fácil... Uma pessoa que roubou um banco e não queira devolver o dinheiro... por mais que ela confessasse diretamente com Deus... ou com o Padre... se não quisesse reparar este dano feito (neste caso devolver o dinheiro), não pode ser perdoada... porque ela mesma não quer desfazer-se do pecado.
Porque vou contar os pecados a um homem como eu?
Porque esse homem não é um homem qualquer, têm poder especial para perdoar os pecados (Sacramento da Ordem). Essa é a razão porque devemos ir ao sacerdote.
Porque vou dizer meus pecados a um homem que é tão pecador como eu?
O problema não está na quantidade de pecados, se é menos, igual ou mais pecador que você... Não vá a confessar-se porque seja santo e imaculado, mas porque ele pode dar a absolvição. Poder este que ele recebe no Sacramento da Ordem e não pela sua bondade. É uma sorte (em realidade uma disposição da sabedoria divina), que o poder de perdoar os pecados não dependa da qualidade do sacerdote, coisa que seria terrível, já que nunca saberíamos quem seria suficientemente santo para poder perdoar... Ademais, o fato de ser um homem e que como tal tenha pecados, facilita a confissão, precisamente porque sabe em sua própria carne o que é ser fraco, ele pode entender melhor.
Dá-me vergonha...
É lógico, mas temos que superar. Há um fato comprovado universalmente, quanto mais te custa dizer algo, tanto maior será a paz que consigas depois de confessar. Ademais se custa, precisamente é porque confessamos pouco..., enquanto não confesse com mais freqüência, verá como superará essa vergonha. Além disso, não creia que é tão original... o que irá dizer, o sacerdote já o escutou muitas e muitas vezes... A está altura da história... não creio que possa inventar pecados novos. Por último, não te esqueça do que ensinou um grande santo: o diabo tira a vergonha para pecar... e a devolve aumentada para pedir perdão... não caía em sua armadilha.
Sempre confesso o mesmo...
Isso não é problema. Temos que confessar os pecados que eu tenha cometido... e é bastante lógico que nossos defeitos sejam sempre mais ou menos os mesmos... Seria terrível ir mudando constantemente de defeitos... Além disso, quando você toma banho, lava as roupas, não espera que apareçam manchas novas, que nunca antes havia tido; a sujeira é mais ou menos sempre do mesmo tipo... Para querer estar limpo, basta querer remover a sujeira... independentemente se ela seja original ou ordinária.
Sempre confesso os mesmos pecados...
Não é verdade que sejam os mesmos pecados, são pecados diferentes, mesmo que sejam da mesma espécie... Se eu insulto a minha mãe dez vezes... não é o mesmo insulto... cada um é distinto do outro... Não é o mesmo que matar uma pessoa dez vezes... se matei dez vezes não é o mesmo pecado...são dez assassinatos distintos. Os pecados anteriores já são perdoados se confessamos e recebemos a absolvição, agora necessito do perdão dos �novos�, quer dizer, os cometidos desde a última confissão.
Confessar não serve para nada, sigo cometendo os pecados que confesso...
O desânimo, pode fazer que pense: �...é o mesmo se me confesso ou não; total, nada muda, tudo segue igual�. Não é verdade. O fato de que se manche pelo pecado, não o faz concluir que seja inútil limpar-se. Uma pessoa que se banha todos os dias... se mancha igual... Mas graças ao seu banho, não vai acumulando sujeira... e está bastante limpo. O mesmo passa com a confissão. Se há luta, mesmo que caía algumas vezes em pecado, com efeito, pela confissão se pode livrar destes pecados. É melhor pedir perdão, do que não pedi-lo. Pedir perdão nos faz melhor.
Sei que vou a voltar a pecar...o que mostra que não estou arrependido.
Depende... O único que Deus nos pede é que estejamos arrependido do pecado cometido e que agora, neste momento quero lutar para não voltar a cometê-lo. Nada pede que empenhemos o futuro que ignoramos... O que vai passar daqui quinze dias? Não sei... Se me pede que tenha a decisão sincera, de verdade, expulsarei o pecado. O futuro deixaremos nas mãos de Deus...
E se o Padre pensar mal de mim...
O sacerdote está para perdoar... Se pensar mal, seria um problema dele do qual teria que se confessar. De fato o sacerdote sempre pensa bem, porque ele valoriza a fé (sabe que se está aí contando teus pecados, não por ele... mas porque você crê que ele representa a Deus), tua sinceridade, tua vontade de melhorar, etc. Suponho que darás conta de se sentar a escutar pecados, às vezes durante horas, se não o faz por amor as almas...não o faz. Mas, se dedica tempo em escutar com atenção...é porque quer te ajudar. O que importa, mesmo que não te conheça, o sacerdote valoriza o suficiente para querer ajudar-te a ir ao céu.
E se o Padre depois conta alguém os meus pecados...
Não é necessário preocupar-se por isso. A Igreja cuida tanto deste assunto que aplica a pena maior que existe no Direito Canônico (a ex-comunhão) ao sacerdote que dissesse algo que conhece pela confissão. De fato, existem mártires pelo sigilo sacramental, sacerdotes que foram mortos por não revelar o conteúdo da confissão.
Me dá preguiça...
Pode ser toda a verdade que queira, mas não creio que seja um obstáculo verdadeiro já que é bastante fácil de superar... É como se um deixasse de tomar banho por um ano, pela preguiça.
Não tenho tempo...
Não creio que nos últimos meses...não tenha tido uns 10 minutos que possa levar uma confissão... Te anima a comparar quantas horas de TV tem visto nesse tempo... (multiplica o número de horas diárias que vê a TV pelo número de dias...).
Não encontro um Padre...
Não é uma raça em extinção, existem vários, milhares. Toma a agenda do telefone (tome a informação), busque o telefone de sua Paróquia, marque um horário...para que não tenha que ficar esperando e faça a sua confissão.
EXAME DE CONSCIÊNCIA
Prezado irmão e irmã!
Seja bem vindo (a) ao Sacramento do Amor Misericordioso.
Este roteiro foi feito para você, para que ajude-o em sua confissão; não sendo simplesmente um acerto de contas com Deus, mas um Sacramento que leve a você a um encontro de amor com Deus, com os irmãos e consigo mesmo.
Precisamente por sermos pecadores, nos encontramos cegos diante de nossos pecados. Muitas das vezes movidos pela tentação, não vemos o mal que cometemos quando caímos em pecado; isto faz com o qual o nosso coração se endureça, nos fazendo insensíveis as exigências do amor. Por isso é tão importante a conversão do coração.
No Capítulo três da Carta aos Hebreus encontramos Jesus como o Sumo Sacerdote fiel e misericordioso que nos diz: ...Hoje, se lhe ouvirdes a voz, não endureçais os vossos corações... Atenção irmãos! Que nenhum de vocês tenha um coração endurecido, seduzido pelo pecado.
Deus é um Pai amoroso que nos faz ver o pecado para darmos a graça do arrependimento e perdoarmos. Ele nos quer livres. A tentação não quer que vejamos nosso pecado. Mas se buscamos o caminho de Deus, trataremos de acusar os nossos pecados pela confissão, para que não nos sintamos desanimados e possamos voltar para trás. Podemos então discernir a diferença. Deus ensina que ao confessarmos os nossos pecados possamos encontrar a liberdade, o perdão e a paz. Ao passo que a tentação o esconde e nos leva ao desespero. Devemos excluir energicamente estes pensamentos e ir a confissão com toda confiança, buscando o perdão de Deus. Deus sempre perdoa quando há o arrependimento.
É muito importante fazer o exame de consciência diário e também, com toda a humildade nos prepararmos para uma boa confissão. Na 1ª Carta a Comunidade de Coríntios 11, 31 encontramos a seguinte explicação: Se nos examinássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.
O exame de consciência se faz diante de Deus, escutando a sua voz em nossa consciência. É muito importante nos prepararmos a nossa consciência. A preparação remota nos educa na fé pelo estudo da Palavra de Deus, pelo Catecismo, pela leitura e exemplo da vida dos Santos, etc. A prática seria o que aprendemos. O exame diário de consciência. A preparação imediata é o exame de consciência antes de confessar. Vamos a um lugar tranqüilo, preferivelmente diante do Sacrário na Capela para rezar. Somente Deus pode iluminar nossa realidade e dar-nos os meios para responder a graça.
Contemplamos a vida de Jesus e seu amor manifesto na cruz devemos olhar para aquele que transpassaram (cf. Jo. 19, 37), então poderemos examinar como temos respondido a tanto amor, a tanta graça? Examinemos nossa vida diante da lei de Deus. Os mandamentos nos ajudam a um exame de consciência que nos recorda o que temos esquecido. Deus nos deu os Mandamentos para que vivêssemos, mas pelo nosso pecado rompemos a nossa aliança com Deus e caímos em pecado.
Não se trata de enumerar os pecados, mas de descobrir a atitude torcida do nosso coração que gera a dor pelos nossos pecados. O importante é termos o firme propósito de não voltar a cometê-los. Sempre haverá situações pelas quais somos mais frágeis e requer especial atenção; pois, se compreendemos que Cristo é a medida, veremos que em tudo podemos crer. Não devemos esquecer que a confissão só pode ser feita diante de um sacerdote.
Este exame de consciência é para aqueles que, amando a Cristo, não se conformam e querem evitar os pecados graves, mas desejam amá-lo com todo o coração.
Inicie o seu exame de consciência diante da presença do Senhor. Acomode-se tranqüilamente, procure se relaxar tenha uma postura onde você possa se sentir bem; ou seja, sentado, ajoelhado, ou em pé. Invoque a presença da Santíssima Trindade, fazendo o sinal da cruz (Em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo). Neste momento peça a presença do Espírito Santo por meio de uma oração: (Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis...). Somente o Espírito de amor pode nos conceder os dons que necessitamos. Após a sua oração, peça o dom do arrependimento rezando está oração:
Pai Todo Poderoso e cheio de misericórdia, vós não cessais de oferecer o vosso perdão. Abri os meus olhos, para que veja o mal que pratiquei, e tocai o meu coração, para que me converta a vós com sinceridade. Concede-me o Espírito Santo, para que renove em mim a vossa vida e não permita que eu seja vencido pela morte do pecado. Que o vosso perdão faça brilhar novamente em mim a imagem de vosso Filho. Amém.
Após a oração faça o seu exame de consciência. Mas para fazer um bom exame de consciência, vou indicar alguns textos bíblicos que possam ajudá-lo na meditação e depois no exame. Se você trouxe a Bíblia, procure refletir sobre alguns textos que vou indicar: (Lc. 15,4-7); (Lc. 19,1-10); (Mt. 6,19-24); (Mt. 7,1-7); (Mc. 3,20-30); (Lc. 7,36-50); (Jo. 8,1-11); (Gl. 5, 13-26).
A luz da Palavra de Deus procure fazer o exame de consciência. Mas, por acaso você não tem Bíblia no momento, não precisa se desesperar; pelo contrário, você poderá fazer da mesma forma a partir destas orientações que a Igreja nos prescreve:
Amarás a Deus sobre todas as coisas (1º Mandamento)
Não tomarás o nome de Deus em vão (2º Mandamento)
Tenho amado a Deus sobre todas as coisas? Que lugar ocupa Deus em minha vida? Dedico tempo à oração, à leitura e à meditação da Palavra de Deus? Quanto tempo faz que não me confesso? Vou à Santa Missa? Estou consciente de que também eu sou Igreja? Participo da minha Comunidade? Preocupo-me em levar Deus em meu lar, na minha família? Dou testemunho do meu cristianismo? Confio tudo em Deus ou faço as coisas por mim mesmo? Confio em Deus quando tudo parece ir mal? Tenho caído no mundo da superstição ou em prática religiosa contrária ao cristianismo? Que critério tenho para determinar se algo que quero fazer é obra do Espírito Santo ou estou fazendo por mesmo? Busco conhecer qual é à vontade de Deus em minha vida ou busco as minhas próprias vontades? Que passos concretos estou dando para formar-me na fé? Tenho prioridades claras e sou firme na minha fé, ou perco tempo com revistas, programas de tv, etc, coisas que não edificam? Tenho o meu tempo ordenado pela sabedoria, dando tempo para minha vida de oração, família, trabalho...? Respeito o tempo e a necessidade do outro? Preocupo-me com a minha vida espiritual ou interesso-me apenas pela moda, sexo, poder, ambição, dinheiro, prazer?
Santificarás o dia do Senhor (3º Mandamento)
Guardo o dia do Senhor para o Senhor ou trabalho desnecessariamente nesse dia? Vou a Missa todos os domingos? Tenho adorado e colocado todo meu coração em Cristo Eucarístico que me espera? Tenho meditado diante da cruz, buscando seu poder transformador e sua sabedoria que manifesta em minha vida? Peço a Deus a graça de amar a minha cruz, ou, procuro fugir da vontade de Deus para evitar a minha cruz? Uno-me a cruz de Cristo enfrentando os problemas de enfermidade, responsabilidade, dificuldade em meu trabalho, em minha família, em minha vocação? Busco a satisfação de todas as minhas necessidades físicas e emocionais, ou, me mortifico por amor a Jesus? Uno-me a cruz daqueles que sofrem ou rejeito? Tenho evitado a ocasião do pecado que são proporcionados através de ambientes, programas, más amizades...? Reconheço os meus pecados com responsabilidade ou justifico a eles? Quando me corrigem, eu agradeço? Quando foi a minha última confissão? Fiz uma confissão completa ou esqueci algo? Utilizo meio como : hábitos, feridas interiores, complexos para a tingir ao meu irmão e tirar proveito disso? Como estão as minhas relações as luzes do Senhor: amorosas, castas, sãs e sinceras? Guardo ódio ou inimizades? Como tem sido o meu relacionamento com o meu irmão, de: brigas, rivalidades, violência, ambição, discórdia, sectarismo, inveja, etc? Tenho sido fiel aos compromissos com meus irmãos e com os demais? Sou confiável em meu trabalho, no meu grupo de comunidade, em minha família? Cumpro minhas promessas, compromissos, guardo segredo? Busco a minha unidade no Senhor? Sou serviçal? Sou atento sem ser curioso? Sou prudente no que falo e como atuo? Sou agradecido pelo serviço de rotina que recebo?
Honrar Pai e Mãe (4º Mandamento)
Obedeço, cuido e honro a meus pais segundo a sua idade e suas necessidades? Dou tempo para a minha família? Procuro fazer as refeições com toda a família? Como vivo a minha hospitalidade com meus familiares? Procuro me relacionar bem com meus pais e meus irmãos? Tenho responsabilidade nos estudos e nos afazeres da casa? Ajudo economicamente a minha família segundo a necessidade? Protejo a minha família das más influências de certos ambientes que não são bons? Tenho manipulado as pessoas de minha família com meu estado de ânimo para que se façam o que eu quero? Permito que outras pessoas manipulem ou se anteponham ao meu casamento? Honro e respeito a meu esposo (a) em todo momento? Tenho partilhado com meu esposo (a) aquilo que justo e correto para toda a família; ou, busco somente o meu interesse? Expresso amor, carinho e respeito para meu esposo (a) e filhos? Detecto os problemas e os enfrento com sabedoria? Que medida utiliza para que a minha casa seja um �santuário da família�? Sou responsável e ordeno com sabedoria e justiça a economia da família? Sou testemunha para que os demais possam rezar, estudar, descansar, cumprir suas responsabilidades? Na formação dos filhos, procuro partilhar com eles as alegrias e dificuldades, ensinando-os e guiando-os para um caminho correto? Procuro dar atenção a eles, sendo uma presença amiga e de escuta? Procuro discipliná-lo com sabedoria? Dou boa educação para serem bons cristãos e verdadeiros cidadãos?
Não Matarás (5º Mandamento)
De algum modo tenho matado ou atentado contra a vida? Exemplo: Apoio ou já realizei o aborto? Tentei me suicidar? Dirigi sem cuidado, desrespeitando a minha vida e a vida de outras pessoas? Realizei atos irresponsáveis que colocam uma vida em perigo? Usei da agressão, da violência, etc? Tenho tentado contra a dignidade moral, física e psíquica de alguém?
Não cometerás atos impuros: adultério, fornicação (6º Mandamento)
Tenho buscado afetividade fora da ordem do Senhor? Como distingo entre sentimentalismo e uma autêntica relação de amor entre irmãos? Relaciono-me segundo meu estado de ânimo ou o que edifica no amor? Crio fantasias ou atos impuros comigo mesmo ou com os outros? Tenho visto programas que me levam a ter atitudes sedutoras? Obedeço ao plano de Deus para a sexualidade em meu estado de vida?
Não roubarás (7º Mandamento)
De algum modo tenho roubado? Tenho cuidado do patrimônio que não me pertence? Tenho cumprido com meus deveres de pagamentos de contas ou impostos, ou estou tirando beneficio próprio?
Não levantar falsos testemunhos e nem mentiras (8º Mandamento)
Quem inspira as minhas palavras: Deus ou o meu ego? Quero dar minha opinião em tudo que esteja relacionado à vida dos outros? Digo a verdade? Tenho revelado os segredos que pessoas confiam a mim? Tenho julgado as pessoas? Tenho falado coisas que não edifica, mas destrói a vida das pessoas? Procuro dar atenção às pessoas ou procuro evitá-las? Estou sempre me queixando das coisas, procurando ser vitima das situações?
EM RELAÇÃO ÀS OBRAS DE MISERICÓRDIA
Obras Corporais: Tenho sido solidário com os enfermos? Com os famintos? Com os sedentos? Com os marginalizados? Com os oprimidos? Com os perseguidos? Vejo a estes como irmãos, procurando servi-los mediante as suas necessidades, ou, ignoro, desprezo, não querendo me envolver com estes irmãos que sofrem?
Obras Espirituais: Procuro viver a correção fraterna ou ignoro? Procuro dar bons conselhos? Procuro perdoar de coração? Guardo algum ressentimento? Procuro consolar aqueles que sofrem com paciência alguma doença, ou me revolto? Procuro estar atenta a dor dos irmãos? Faço alguma acepção de pessoas segundo a sua aparência ou classe social? Procuro viver com simplicidade, me tornando livre dos apegos materiais, ou tenho atitudes compulsivas em adquirir os bens materiais? Sou auto-suficiente que me deixo levar pelos entojos? Quais? Coopero com as obras da Igreja com verdadeiro sacrifício e amor ou dou de minhas sobras?
Obras de Evangelização: Dou testemunho da minha vivência cristã? Sou sal da terra e luz do mundo para meus irmãos? Esforço-me de todo coração para que Cristo seja conhecido e amado por todos? Estou em comunhão com o espírito missionário da Igreja? Levo as minhas amizades ao Senhor ou deixo que elas me arrastem para o mundo? Quando Evangelizo procuro fazer com seguridade ou a faço como se fosse uma opinião qualquer?
Obras de Domínio das Emoções: Quais são as minhas emoções mais salientes (ressentimentos, caprichos, impulsos, medos, etc). Como as submetemos ao Senhor para processar para o bem? De que forma estas emoções estão afetando o meu comportamento? Busco primeiro os meus interesses e comodidade ou procuro servir com amor?
PECADOS CAPITAIS E VIRTUDES CONTRÁRIAS, INCLUSIVE PENSAMENTOS
Soberba / Humildade: Tenho sido humilde ao pensar, me tenho comparado com os outros, tenho tratado de chamar a atenção com minha sabedoria, meu físico, etc? Reconheço-me pequeno? Desprezo a outros em meu coração? Sinto-me ressentido por não tratar bem as pessoas pelo meu orgulho? Sou prudente ao dar minha opinião; creio que é a única; creio que sem a minha presença as coisas não caminham ou não vão bem? Sei distinguir o que é minha missão, ou me intrometo no que não corresponde para mim? Reconheço que não tenho razão de dar glória a mim mesmo?Em que forma as minhas ações estão mescladas com orgulho, inveja, vaidade, egoísmo, ódio, etc? Posso ajudar sem estar mandando?
Avareza / Generosidade: Estou apegado às coisas? Sacrifico determinados valores que são importantes para minha vida por dinheiro? Tenho o vício de jogar por dinheiro? Gasto com coisas supérfluas?
Luxuria / Castidade: já foi examinado acima.
Ira / Paciência: Sei lidar com as cruzes de nossa vida: enfermidades, problemas com relações, dificuldades no trabalho, na família, etc? Perco a paz, manifestando mal humor quando as coisas não são como eu espero? Assumo a minha culpa; quando não ajo corretamente; ou, passo a culpa para o outro?
Gula / Temperança: Como aquilo que é necessário ou me enfarto de tanto comer? Faço jejum pelo menos 2 vezes ao ano como a Igreja nos pede? Estou apto ao alcoolismo, a droga, a dependência de comprimidos?
Inveja / Caridade: Sinto inveja por adquirir posições, talentos, dons, etc, em pessoas que vivem estes talentos? Alegro-me quando vejo alguém que sobressai em seu trabalho, na comunidade, em qualquer que seja o trabalho desenvolvido? Tenho pensado nos dons e talentos que Deus me concedeu? Procuro colocá-lo ao serviço dos irmãos, ou nego para não me comprometer?
Preguiça / Prontidão: Estou atento a cumprir meus deveres? Que faço para edificar a minha família ou comunidade que participo? Sou rápido a servir ainda quando não tenho muita vontade? Descanso mais do que o necessário? Deixo as coisas para mais tarde?
BEM AVENTURANÇAS (Mt. 5, 1-2)
Tenho sido pobre de espírito, livre dos apegos?
Tenho sido manso; paciente; edificando a vida com meios santos?
Tenho chorado diante dos pecados que ofenderam a Deus?
Tenho sentido fome e sede de justiça?
Tenho sido misericordioso?
Tenho sido puro de coração, puro de pensamento?
Trabalho pela paz, em minha pessoa, família, comunidade, sociedade?
Sofro com alegria ao ser perseguido por causa da justiça? Como reajo diante das criticas �injustas� ou incompreensões?
Depois de você ter feito o seu exame de consciência, se você trouxe a sua Bíblia, poderá refletir e rezar um dos Salmos Penitenciais: Salmo 06 - 32 - 38 - 50 - 102 - 130 - 143. Caso você não trouxe a sua Bíblia faça uma oração espontânea de arrependimento e de pedido de perdão. Em seguida dirija-se ao Sacerdote e com toda abertura de coração e humildade acolha este momento de amor e misericórdia que somente Deus pode nos conceder.
Diante do Sacerdote faça o sinal da cruz, diga que você quer confessar os seus pecados porque necessita da graça de Deus. Não esqueça de dizer o tempo de sua última confissão, em seguida relate seus pecados, não é necessário contar a história de vosso pecado, mas sim a raiz do pecado. Durante a confissão, o Sacerdote pode ajudá-lo caso você se sinta constrangido, mas tenha a certeza de que Deus é Pai. Após a confissão o Sacerdote aconselha o penitente, é o momento de escuta, que vem garantir para nós este amor misericordioso do Pai Celeste. Ao término da confissão, o Sacerdote dá a penitência que deve ser cumprida com muita fé e logicamente o propósito de uma mudança de vida. Após a penitencia ser dada, o Sacerdote pede para que o penitente reze o Ato de Contrição, enquanto ele concede a Absolvição dos pecados.
ATO DE CONTRIÇÃO
Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes vós quem é sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque vos amo e estimo; pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de vos ter ofendido; pesa-me também por ter perdido o céu e merecido o inferno; e proponho firmemente, ajudando com os auxílios de vossa divina graça, emendar-me e nunca mais vos tornar a ofender. Espero alcançar o perdão de minhas culpas pela vossa infinita misericórdia. Amém.
Ao término da sua confissão e da absolvição, volte para o seu lugar, fique diante da presença de Deus e sinta a paz interior que somente Ele pode e sabe proporcionar. Agradeça a Deus por ter recebido este Sacramento da Reconciliação, e assuma diante Dele o grande propósito de melhor aquilo que você confessou e deixou para trás. Inicie uma vida nova transformada no amor misericordioso e sinta a Sua Paz agindo no interior do seu coração. Que a sua confissão possa expressar em seu rosto a alegria... Porque Deus te Ama muito!